Catolicismo Romano
por
Loraine Boettner D.D.a
(retirado de seu livro "Catolicismo
Romano" - primeiramente publicado em 1962)
Capítulo 7
MARIA
1. O Lugar de Maria nas Escrituras. 2. 'Mãe de Deus.' 3. Desenvolvimento Histórico. 4. Contraste entre o Ensino Romano e o Protestante. 5. Maria como um Objeto de Adoração. 6. Maria Usurpa o Lugar de Cristo. 7. Maria Representada como mais Simpática do que Jesus. 8. Um Mediador. 9. Adoração ou Idolatria? 10. Latria-Dulia-Hyperdulia. 11. A Atitude de Jesus para com Maria. 12. A Atitude Protestante para com Maria. 13. Houve Outros Filhos na Família de José e Maria? 14. A Imaculada Concepção. 15. A Assunção de Maria. 16. O Real Propósito de Roma na Exaltação de Maria.
1. O LUGAR DE MARIA NAS ESCRITURAS.
O Novo Testamento tem surpreendentemente pouco para dizer sobre Maria. Suas
últimas palavras registradas foram pronunciadas no casamento em Caná,
no extremo princípio do ministério de Jesus: 'Fazei tudo quanto
ele vos disser' - então silêncio! Mas a Igreja de Roma quebra este
silêncio, e desde uma origem inteiramente fora das Escrituras, constrói
um mais elaborado sistema de obras e devoções de Maria.
Seguindo o aparecimento de Maria no casamento em Cana, nós a encontramos
somente mais uma vez durante o ministério público de Jesus, quando
ela e Seus irmãos foram onde Ele estava falando à multidão,
O procurando, somente para extrair a repreensão: 'Quem é minha
mãe? E quem são meus irmãos?... qualquer que fizer a vontade
de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão,
e irmã e mãe' (Mateus 12:46-50). Ela estava presente na cruz,
onde ela foi comprometida aos cuidados do discípulo João para
o restante de sua vida natural (João 19:25-27). Finalmente, em Atos ela
é mencionada como tendo estado com os discípulos e outras mulheres
e com os irmãos do Senhor, engajados perseverantemente em oração
imediatamente depois da ascensão, mas ela não teve um lugar proeminente.
Os apóstolos nunca oraram à Maria, nem, até onde os registros vão, lhe apresentaram qualquer honra especial. Pedro, Paulo, João e Tiago não mencionam seu nome nem sequer uma vez nas epístolas que eles escreveram às igrejas. João tomou conta dela até ela morrer, mas ele não fez menção dela em qualquer uma de suas três epístolas ou no livro do Apocalipse.
Quando a igreja foi instituída em Pentecostes, havia somente um nome,
dado entre os homens, pelo qual deveriam ser salvos, que é o de Jesus
(Atos 4:12). Onde quer que os olhos da igreja fossem direcionados para a abundância
da graça, não havia menção de Maria. Certamente,
este silêncio é uma repreensão para aqueles que desejam
construir um sistema de salvação ao redor dela. Deus nos deu todo
o registro que necessitamos concernente à Maria, e este registro não
indica que adoração ou veneração em qualquer forma
deve ser conferida a ela. Quão completa, então, é a falsidade
do Romanismo que dá primária adoração e devoção
a ela!
2. 'MÃE DE DEUS'
A doutrina de 'Maria, a Mãe de Deus', como a conhecemos é o resultado
de séculos de crescimento, freqüentemente estimulados por pronunciamentos
de prelados da igreja. E mesmo assim, o completo sistema de Mariolatria é
um comparativamente recente desenvolvimento no dogma Católico Romano.
Na realidade, os últimos cem anos tem sido total e apropriadamente chamado
de 'O Século da Mariolatria.'
Antes do quarto século, não há indicações
de qualquer especial veneração de Maria. Tal veneração
naquele tempo poderia somente começar se alguém fosse reconhecido
como um santo, e somente os mártires eram contados como santos. Mas,
visto que não havia nenhuma evidência que Maria tivesse sofrido
uma morte de mártir, ela foi excluída do sagrado. Mais tarde,
os ascetas vieram a ser reconhecidos entre os santos. Isso prova ser a cunha
de abertura para a santidade de Maria, porque certamente ela de todas as pessoas,
foi alegado, deve ter vivido uma vida ascética! A igreja reconheceu que
Cristo nasceu da virgem Maria. A tradição apócrifa acreditou
naquelas possibilidades, e lentamente o sistema emergiu.
A frase 'Mãe de Deus' originou-se no Concílio de Éfeso,
no ano 431. Isto ocorreu no Credo de Calcedônia, o qual foi adotado pelo
concílio que se reuniu nessa cidade em 451, e com respeito à pessoa
de Cristo, ele declarou que Ele foi,
'Nascido da Virgem Maria, a Mãe de Deus de acordo com a humanidade,'
- o qual último termo significa: de acordo com a carne da natureza humana.
O propósito da expressão como usado pelo Concílio de Éfeso
não era o de glorificar Maria, mas o de enfatizar sobre a deidade de
Cristo contra aqueles que negavam Sua igualdade com o Pai e com o Espírito
Santo. Uma seita herética, os Nestorianos, separavam as duas naturezas
em Cristo em uma tal extensão que, eles sustentavam que Ele era duas
pessoas, ou melhor, uma dupla pessoa formada pela união do divino Logos
com a pessoa humana Jesus de Nazaré. Eles foram acusados de ensinar que
o Logos apenas habitava no homem Jesus, do que foi inferido que eles sustentavam
que a pessoa nascida de Maria era somente um homem. Conseqüentemente então,
somente para enfatizar o fato que a 'pessoa' nascida de Maria era verdadeiramente
divina, que ela foi chamada de 'a Mãe de Deus.'
Mas o termo como usado hoje em dia, tem vindo a ter um significado bastante
diferente daquele intencionado pela igreja primitiva. Ele não tem mais
referência à doutrina ortodoxa concernente a pessoa de Cristo,
mas em lugar disso, ele é usado para exaltar Maria a uma posição
sobrenatural como Rainha do Céu, Rainha dos Anjos, e muito mais, de forma
que, por causa de sua assumida posição de proeminência no
céu, ela é capaz de aproximar seu Filho efetivamente e assegurar
para seus seguidores qualquer favor que eles roguem através dela. Quando
dizemos que uma mulher é a mãe de uma pessoa, queremos dizer que
ela deu origem a esta pessoa. Mas Maria certamente não deu origem a Deus,
nem a Jesus como o eterno Filho de Deus. Ela não foi a mãe da
divindade de nosso Senhor, mas somente de sua humanidade. Ao invés disso,
Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade, existe desde toda a eternidade, e foi
o Criador de Maria. Portanto, o termo como usado na Igreja Romana de hoje deve
ser rejeitado.
Na vida e adoração da Igreja Romana tem havido um longo curso
de desenvolvimento, apresentando a perpétua virgindade de Maria, sua
isenção do pecado original e de qualquer pecado de comissão,
e agora sua assunção corpórea ao céu. Na Igreja
Romana, Maria é para os adoradores o que Cristo é para os Protestantes.
Ela é o objeto de todas as afeições religiosas, e a origem
de onde todas as bênçãos da salvação são
procuradas e esperadas.
A Bíblia chama Maria de 'Mãe de Jesus', mas não lhe dá nenhum outro título. Tudo o que a Igreja Romana tem para evidenciar sua adoração de Maria é um feixe de tradições inteiramente fora da Bíblia, narrando de suas aparições a certos monges, freiras e outros venerados como santos. À primeira vista, o termo 'Mãe de Deus' pode ser comparativamente inofensivo. Mas a real conseqüência é que através do seu uso, os Católicos Romanos chegam a ver Maria como mais forte, mais madura e mais poderosa do que Cristo. Para eles, ela se torna a origem de Sua existência e Lhe ofusca. Assim, eles vão a ela, e não a Ele. 'Ele veio para nós através de Maria', diz Roma, 'e nós devemos ir até Ele através dela.' Quem desejará ir 'ao Filho', até mesmo 'ao santo Filho', para salvação, quando Sua mãe parece ser de mais fácil acesso e mais responsiva ? O Romanismo magnifica a pessoa que o Espírito Santo quer minimizar, e minimiza a pessoa que o Espírito Santo quer magnificar.
Diz S. E. Anderson:
'Os padres Romanos chamam Maria de 'mãe de Deus', um nome impossível, ilógico, e anti-escriturístico. Ele é impossível, porque Deus não pode ter mãe, Ele é eterno e sem princípio, enquanto que Maria nasceu e morreu dentro de uns poucos e curtos anos. Ele é ilógico, porque Deus não requer uma mãe para Sua existência. Jesus disse, "Antes que Abraão existisse, eu sou" (João 8:58). Ele é anti-escriturístico, porque a Bíblia não dá a Maria semelhante nome contraditório. Maria foi a honrada mãe do corpo humano de Jesus - não mais - como cada Católico deve admitir se desejar ser razoável e Escriturístico. A divina natureza de Cristo existe desde a eternidade passada, muito tempo antes de Maria nascer. Jesus nunca lhe chamou de "mãe"; Ele a chamou de "mulher" ' (Livreto, É Roma a Verdadeira Igreja, p.20).
E Marcus Meyer diz:
'Deus não teve mãe. Deus sempre existiu.
O Próprio Deus é o Criador de todas as coisas. Visto que uma mãe
deve existir antes de seu filho, se você fala de uma "mãe
de Deus", você está através disso colocando alguém
antes de Deus. E você está, conseqüentemente, fazendo esta
pessoa Deus...Maria deve chorar ao ouvir qualquer um perverter assim a verdade,
ao lhe chamar mãe de seu Criador. Verdade, Jesus era Deus; mas Ele era
homem também. E foi somente como homem que Ele pôde ter uma mãe.
Você pode imaginar Maria apresentando Jesus aos outros com as palavras:
"Este é Deus, meu Filho?" ' (Panfleto, Sem Mãe).
Além disso, se a terminologia Romana é correta e Maria é para ser chamada mãe de Deus, então José foi o padrasto de Deus; Tiago, José, Simão e Judas foram os irmãos de Deus; Isabel foi a tia de Deus, João o Batista foi o primo de Deus, Heli foi o avô de Deus, e Adão foi o qüinquagésimo bisavô de Deus. Tais referências aos parentes de Deus soam mais parecidas com uma página dentro do Mormonismo do que Cristianismo.
3. DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
Não é difícil traçar a origem da adoração da Virgem Maria. A igreja primitiva não conhecida nada sobre o culto de Maria como o mesmo é praticado hoje em dia - e nós aqui usamos a palavra 'culto' no sentido dicionário de 'a veneração ou adoração de uma pessoa ou coisa; homenagem extravagante'.
A primeira menção da legenda sobre Maria é encontrada no
assim chamado Proto-Evangelium de Tiago, aproximadamente no fim do segundo século,
e apresenta uma fantástica história sobre seu nascimento. Ele
também declara que ela permaneceu uma virgem durante toda a sua vida.
Justino Mártir, que morreu aproximadamente em 165, compara Maria e Eva,
as duas mulheres proeminentes na Bíblia. Irineu, que morreu aproximadamente
em 202, disse que a desobediência da 'virgem Eva' foi expiada pela obediência
da 'virgem Maria'. Tertuliano, uma das maiores autoridades na igreja antiga,
que morreu em ou aproximadamente 222, levantou sua voz contra a legenda concernente
ao nascimento de Maria. Ele também sustentou que após o nascimento
de Jesus, Maria e José viveram em um relacionamento matrimonial normal.
O primeiro retrato conhecido de Maria foi encontrado na catacumba de Priscila
em Roma e data do segundo século.
Assim, a Igreja Cristã funcionou por pelo menos 150 anos sem idolatrar
o nome de Maria. As legendas sobre ela começaram a aparecer depois disso,
embora que por diversos séculos a igreja esteve longe de fazer um culto
dela. Mas depois do decreto de Constantino, fazendo o Cristianismo a religião
preferida, as religiões pagãs Greco-Romanos com seus deuses e
deusas exerceram uma influência cada vez mais forte sob a igreja. Milhares
de pessoas que então entraram na igreja, trouxeram com eles as superstições
e devoções que eles tinham por muito tempo conferido a Isis, Atenas,
Diana, Ártemis, Afrodite, e outras deusas, que foram então convenientemente
transferidas para Maria. Estátuas eram dedicadas a ela, assim como haviam
sido estátuas dedicadas a Isis, Diana, e outras, e diante delas as pessoas
se ajoelhavam e oravam assim como elas tinham sido acostumadas a fazer diante
das estátuas das deusas pagãs.
Muitas das pessoas que vinham para a igreja, não tinham clara distinção
em suas mentes entre as práticas Cristãs e aquelas que tinham
sido praticadas em suas religiões pagãs. Estátuas de deuses
e heróis pagãos acharam um lugar na igreja, e foram gradualmente
substituídas por estátuas de santos. Às pessoas era permitido
trazer para a igreja aquelas coisas de suas antigas religiões que podiam
ser reconciliadas com o tipo de Cristianismo então em desenvolvimento,
portanto muitos que reverenciavam diante das imagens de Maria estavam na realidade
adorando seus antigos deuses sob um novo nome. A História mostra que
em diversos países, o Catolicismo Romano absorveu deidades locais como
santos, e absorveu deusas locais à imagem de Madona [Maria, nome que
se dá na Itália]. Um dos mais recentes exemplos é aquele
da Virgem de Guadalupe, uma deusa adorada pelos Índios no México,
que resultou em misturas curiosas de Romanismo e paganismo, com às vezes
um, às vezes o outro predominando - alguns retratos da Virgem Maria agora,
mostram-lhe sem o Filho em seus braços.
Como temos visto, a expressão 'Mãe de Deus', como apresentado
no decreto do Concílio de Éfeso, deu um ímpeto a adoração
de Maria, embora a prática não se tornou comum até dois
ou três séculos mais tarde. Do quinto século em diante,
o culto de Maria tornou-se mais comum. Maria aparecia mais freqüentemente
nos quadros, igrejas eram chamadas pelo seu nome, e orações eram
oferecidas a ela como uma intercessora. O famoso pregador Crisóstomo,
que morreu aproximadamente em 407, resistiu o movimento incondicionalmente,
mas sua oposição teve pouco efeito em obstruir o movimento. Os
Católicos Romanos tomaram como texto deles as palavras do anjo a Maria,
encontradas em Lucas 1:28: 'E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve,
agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres'.
Deve ser notado, contudo, que imediatamente após o anjo falar a Maria,
Isabel falando por inspiração do Espírito Santo, não
disse: 'Bendita és tu sobre [acima] as mulheres', mas, 'Bendita és
tu entre as mulheres' (Lucas 1:42). Começando com a falsa premissa que
Maria era sobre todas as outras mulheres, desenvolveram a prática de
adoração dela.
Invocação dos santos tem uma origem similar. No ano 610, o papa
Bonifácio IV primeiramente sugeriu a celebração de uma
festa de Todos os Santos e ordenou que o Panteão, um templo pagão
em Roma que tinha sido dedicado a todos os deuses, deveria se converter à
igreja Católica e que as relíquias dos santos fossem colocadas
ali dentro. Ele então dedicou a igreja à Bendita Virgem e todos
os santos. Assim, a adoração de Maria e dos santos substituiu
a dos deuses e das deusas pagãos, e era simplesmente um caso de erro
sendo substituído por outro.
O clima espiritual da Idade Média era favorável ao desenvolvimento
da adoração de Maria. Numerosas superstições se
arrastaram para a igreja e elas mesmas se centraram na adoração
de Maria e dos santos. O caráter puramente pagão dessas práticas,
com datas e maneiras de observância, tem sido claramente estabelecido
por um número de competentes historiadores.
A arte da Idade Média representou Maria com o menino Jesus, ou Maria
como 'mater dolorosa' [latim, mãe dolorosa - nota do tradutor] na cruz.
O rosário tornou-se popular; poemas e hinos foram escritos em honra da
'deus-mãe'. Estórias de milagres executados por ela, começaram
- em resposta a orações - a ser atribuídos a ela.
Também durante esse período, apareceu o costume de olhar para
'santos padroeiros', que na realidade era meramente formas Cristianizadas dos
antigos deuses pagãos. No politeísmo tudo tinha seu próprio
deus: o mar, guerra, caça, comerciantes, agricultura, e tudo mais. Seguindo
o mesmo costume de lá, a Igreja Católica desenvolveu a galeria
de 'santos padroeiros' para marinheiros, soldados, viajantes, caçadores,
e nos tempos modernos, para aviadores, mergulhadores, ciclistas, artilheiros,
e muitos outros. Esta proximidade com o culto pagão explica porque a
adoração de Maria se desenvolveu tão rapidamente depois
que Constantino fez do Cristianismo a religião oficial.
4. CONSTRASTE ENTRE O ENSINO ROMANO E PROTESTANTE
Somos devedores ao Dr. Joseph Zacchello, editor de O Converso ,Clairton, Pensilvânia, pela declaração que se segue concernente ao legítimo lugar de Maria na igreja Cristã, seguido por trechos em uma coluna do livro de Ligouri, As Glórias de Maria, e em uma coluna paralela trechos extraídos dos ensino da Bíblia:
'A mais bela estória alguma vez contada é
a estória do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. E uma parte desta
bela estória é a descrição de Maria, a mãe
de nosso Senhor.
Maria foi uma mulher pura e virtuosa. Nada é tão claro em toda
a Palavra de Deus do que esta verdade. Leia os relatos de Mateus e Lucas e você
a verá como ela é - pura de mente, humilde, sob as mãos
de Deus, grata pelas bênçãos de Deus, tendo fé para
crer na mensagem de Deus, sendo sábia para entender o propósito
de Deus em sua vida.
Maria foi altamente favorecida além de todas as outras mulheres. Foi
sua honra exclusiva que ela devia ser a mãe de nosso Senhor Jesus Cristo.
Bendita foi Maria entre as mulheres. Através dela, Deus deu Seu mais
precioso dom aos homens.
Mas, embora Maria seja digna de toda honra como uma mulher favorecida de Deus
além de todas as outras, e embora ela seja deveras uma personalidade
esplêndida, bela, e temente, e embora ela seja a mãe de nosso Senhor,
Maria não pode interceder por nós diante de Deus, nem ela pode
nos salvar, e certamente nós não devemos adorá-la. Não
há nada mais claro na Palavra de Deus do que esta verdade.
Deixe-nos observar esta verdade como ela é, diligentemente comparada
com o ensino da Igreja Católica Romana e com a Palavra de Deus. As seguintes
citações foram tiradas do livro, As Glórias de Maria, que
foi escrito pelo Bispo Alphonse de Ligouri, um dos maiores escritores devocionais
da Igreja Católica Romana, e a Palavra de Deus tirada da Versão
Douay [tradução inglesa da Bíblia a partir da tradução
latina Vulgata, usada pelos católicos romanos durante o século
17 - nota do tradutor], que é aprovada pelo Cardeal James Gibbons, Arcebispo
de Baltimore. O aviso do Editor diz: "Tudo o que os nossos santos escreveram
é como se fosse um sumário da tradição Católica
no assunto que trata; não é um autor individual, mas é,
por assim dizer, a própria igreja que nos fala pela voz de seus profetas,
seus apóstolos, seus pontífices, seus santos, seus pais, seus
doutores de todas as nações e épocas. Nenhum outro livro
parece ser mais digno de recomendação neste respeito do que As
Glórias de Maria." ' (edição de 1931; Redemptorist
Fathers, Brooklyn). Note o seguinte paralelo mortífero:
É Dado a Maria o Lugar Pertencente a Cristo
Igreja Católica Romana:
'E ela é verdadeiramente uma mediadora de paz entre pecadores e Deus.
Os pecadores recebem perdão somente por Maria' (págs. 82,83).
'Maria é nossa vida...Maria assim, obtendo esta graça para os
pecadores por suas intercessões, restaura-lhes a vida (pág. 80).
'Caiu e está PERDIDO o que não se refugia em Maria' (pág.
94).
A Palavra de Deus:
'Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os
homens, Jesus Cristo homem' ( 1 Timóteo 2:5 ). 'Disse-lhe Jesus: Eu sou
o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por
mim' (João 14:6). 'Cristo...é a nossa vida' (Colossenses 3:4).
Maria é Mais Glorificada do que Cristo
Igreja Católica Romana:
'A Santa Igreja ordena uma ADORAÇÃO peculiar a MARIA' (pág.
130). 'Muitas coisas...são pedidas a Deus, e não são alcançadas;
elas são pedidas a Maria, e são obtidas', porque 'Ela....é
até mesmo Rainha do Inferno, e Soberana Senhora dos Demônios' (págs.
127, 141 ,143).
A Palavra de Deus:
'Em nome de Jesus Cristo. Porque não há outro nome debaixo do
céu dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos. (Atos 3:6 ; 4:12 ).
Seu Nome é 'acima de todo nome...não só neste século,
mas também no vindouro' (Efésios 1:21).
Maria é o Portão para o Céu em vez de Cristo
Igreja Católica Romana:
'Maria é chamada...o portão do céu porque ninguém
pode entrar neste bendito reino sem passar através DELA' (pág.
160).
'O Caminho da Salvação é aberto por nenhum outro além
de MARIA', e visto que 'Nossa salvação está nas mãos
de Maria...O que é protegido por MARIA será salvo, e o que não
é se perderá' (págs. 169,170).
A Palavra de Deus:
'Eu sou a porta. Se alguém entrar pó mim, salvar-se-á',
disse Cristo (João 10:1,7,9).
'Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho...ninguém vem ao Pai, senão
por mim' (João 14:6). 'Em nenhum outro há salvação'
(Atos 4:12).
É Dado a Maria o Poder de Cristo
Igreja Católica Romana:
'Todo poder é dado a ti no Céu e na terra', de forma que 'ao comando
de MARIA todos obedecem - até Deus....e dessa forma Deus colocou toda
a Igreja.....sob o domínio de Maria' (págs. 180,181). Maria 'é
também a Advogada de toda a raça humana...porque ela pode fazer
o que quiser com Deus' (pág. 193).
A Palavra de Deus:
'É-me dado todo o poder no céu e na terra',
de forma que 'ao Nome de JESUS se dobre todo joelho', 'para que em todas as
coisas Ele possa ter a primazia' (Mateus 28:18; Filipenses 2:9-11; Colossenses
1:18).
"Mas se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, JESUS CRISTO,
o justo: e ele é a propiciação pelos nossos pecados' (1
João 2:1,2).
Maria é quem faz a Paz em vez de Cristo Nossa Paz
Igreja Católica Romana:
'Maria é a Apaziguadora entre pecadores e Deus' (pág. 197)
'Nós freqüentemente obtemos mais rapidamente o que pedimos invocando
o nome de Maria, do que invocando o de Jesus.' 'Ela é nossa Salvação,
nossa Vida, nossa Esperança, nosso Conselho, nosso Refúgio, nosso
Socorro' (págs. 254,257).
A Palavra de Deus:
'Mas agora em CRISTO JESUS, vós, que antes estáveis longe, já
pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz' (Efésios
2:13,14).
'Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis', porque 'se
pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, ele nos ouve'. (João 16:24
; 1 João 5:14).
É dada a Maria a Glória que Pertence Somente a Cristo
Igreja Católica Romana:
'Toda a Trindade, Ó MARIA, te deu um nome.....acima de todo outro nome,
para que ao Teu Nome todo joelho se dobre, das coisas no céu, na terra,
e debaixo da terra' (pág. 260).
A Palavra de Deus:
'Por isso, também Deus O exaltou soberanamente, e LHE deu um nome que
é sobre todo o nome; para que ao Nome de JESUS se dobre todo o joelho
dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra' (Filipenses
2:9,10).
Ligouri, mais do qualquer outra pessoa, tem sido responsável
pela promoção da Mariolatria na Igreja Romana, destronando Cristo
e entronizando Maria nos corações das pessoas. Contudo, em vez
de excomunga-lo por suas heresias, a Igreja Romana lhe canonizou como um santo
e tem publicado seu livro em muitas edições, mais recentemente
sob a imprimátur [permissão de autoridade religiosa para imprimir
texto previamente censurado - nota do tradutor] do Cardeal Patrick Joseph Hays,
de Nova York.
Em um livro de oração largamente usado, o Raccolta, que tem sido
especialmente indulgenciado por diversos papas e que conseqüentemente é
aceito pelos Romanistas como autoritário, lemos como se segue:
'Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia, nossa Vida, Doçura, e Esperança, Salve ! A vós bradamos os degredados filhos de Eva, A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrima !
'Voamos para debaixo de teu abrigo, ó santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita'.
'Coração de Maria, Mãe de Deus...Digna de toda veneração de anjos e homens.....Em ti, a Santa Igreja encontra abrigo. Protege-a, e sê seu auxílio, a sua torre, a sua força.
'Doce coração de Maria, sede minha salvação.'
'Não me deixes, Minha Mãe, em minhas próprias mãos, ou eu estarei perdido; deixa agarrar-me a ti. Salva-me, minha Esperança; salva-me do inferno.'
Também no Raccolta, orações são dirigidas a José:
'Bendito José, nosso guia, proteja-nos e a Santa Igreja.'
'Protetor das Virgens, e Santo Pai José, guarda fiel a quem Deus confiou Jesus, a própria inocência, e Maria, Virgem das Virgens ! Em nome de Jesus e de Maria, este duplo tesouro que vos foi tão caro, vos suplico que me conserveis livre de toda impureza, para que, com alma pura e corpo casto, sirva sempre, fielmente, a Jesus e a Maria. Amém'.
O rosário, que é de longe o mais popular ritual de oração Católico Romano, contêm cinqüenta 'Salve Maria'. O Salve Maria (ou Ave Maria) é como se segue:
'Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.'
Traduzido por Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 24 Novembro 2002